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Camelódromo Provoca Polêmica no Rio

A instalação do novo camelódromo pegou de surpresa o consórcio, que tem recebido reclamações de passageiros, preocupados com o clima de desordem. Para Roberto Faria, diretor do Consórcio Novo Rio, a nova posição do camelódromo potencializou a sensação de insegurança de quem chega à rodoviária:

Camelódromo Provoca Polêmica no Rio

— Registramos um aumento significativo das reclamações de usuários relacionadas à ocorrência de assaltos, presença de menores infratores e moradores de rua, transporte irregular, consumo de entorpecentes, entre outros transtornos que contribuem para fazer com que a região seja retratada como o pior cartão de visitas de uma cidade que, em breve, sediará Copa do Mundo e Olimpíadas.
Alguns camelôs também não estão satisfeitos, pois o novo ponto teria menor movimento.

— Onde nós estávamos antes tínhamos pelo menos um banheiro. Aqui, estamos sem condições de trabalhar direito. Pagamos nossa taxa, somos legalizados, mas temos que fazer gato para conseguir luz — reclama um dos camelôs, que trabalhava embaixo do viaduto desde 2008 e pediu para não ser identificado. — Sem contar que aqui o movimento é muito pior. A gente vende menos da metade do que vendia antes.
A funcionária pública Rosana Vieira, de 30 anos, acha que a nova localização do camelódromo torna o lugar ainda mais feio:

— A área, que era feia, está ainda mais horrorosa. Esse pedaço da cidade, aliás, está precisando de uma mudança mesmo. Tem camelôs, mendigos, batedores de carteira, um horror. Agora, tem este amontoado de barracos.

Segundo a Secretaria especial de Ordem Pública (Seop), responsável pela fiscalização de ambulantes, a realocação dos camelôs foi necessária por causa das obras do Porto Maravilha. A área mais próxima disponível para instalar os vendedores era a praça. De acordo com a Seop, todos os camelôs têm licença para trabalhar, usam barracas padronizadas e são fiscalizados com frequência. Com o fim das obras, previstas para 2016, a prefeitura vai decidir o destino do camelódromo.

Fonte: Jornal O Globo