Rodoviariaonline

4 sítios arqueológicos brasileiros para visitar

sítios arqueológicos

A vida humana em um passado longínquo exerce um certo fascínio sobre todos nós, humanos “modernos”. Essa curiosidade sobre como viviam os povos antigos é um dos motores que levam viajantes a se deslocarem muitos quilômetros, a lugares inóspitos, que guardam mistérios de civilizações pré-históricas.

Engana-se quem pensa que precisa viajar para fora do Brasil para visitar sítios arqueológicos que guardam descobertas milenares. No Brasil, há muitas opções de parques nacionais que abrigam descobertas arqueológicas. E mais: por se tratar de locais que serviam de abrigo de animais predadores, chuva e frio, como cavernas, a visita envolve trilhas em meio a mata e paisagens incríveis. Confira alguns desses locais.

Parque Nacional da Serra da Capivara – PI

Parque Nacional da Serra da Capivara concentra a maior quantidade de sítios arqueológicos das Américas. (Foto: Airton Morassi, Flickr MTur)
Em um raio de 100 mil hectares, está o maior concentrado de sítios arqueológicos das Américas, com registros de cerca de 50.000 anos. Localizado no semi-árido nordestino, o parque criado em 1979 foi declarado, pela Unesco, Patrimônio Cultural da Humanidade em 1991.

O “Parna” conta com mais de 1.000 sítios arqueológicos espalhados entre seu território, sendo que 173 estão abertos à visitação. Nos abrigos, pinturas rupestres de mais de 10 mil anos e outros grafismos marcam os paredões areníticos.

Arte rupestre na Serra da Capivara datam de 50 mil anos. (Foto: Airton Morassi, Flickr MTur)
Aliás, outro atrativo do parque é a sua paisagem geológica, a qual apresenta formações areníticas, cânions ruiniformes e boqueirões (vales profundos cavados por um rio). Segundo a página do parque no portal do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade, seis dias são suficientes para fazer o circuito aberto completo. Destaque para o Sítio do Boqueirão da Pedra Furada, local das primeiras escavações e descobertas que atestam a presença do homem pré-histórico no continente americano há 48 mil anos.

Verifique na página oficial as orientações para a visitação do Parque.

Parque Nacional do Catimbau – PE

A ação do tempo aumenta a beleza nas formações geomorfológicas do Vale do Catimbau. (Foto: Guilherme Jofili, Flickr MTur)
Conhecido, também, por Vale do Catimbau, esse parque está localizado entre o agreste e sertão pernambucano, e corta os municípios de Buíque, Ibimirim e Tupanatinga. São 62,3 mil hectares com diversas formações geomorfológicas, arenitos coloridos, cânions e chapadões esculpidos pela erosão, além de pequenas cavernas.

As pinturas rupestres descobertas nos sítios arqueológicos do Vale do Catimbau datam de 6.000 anos. Apesar do acesso ao parque ser gratuito, é obrigatório que o passeio entre as trilhas seja acompanhado por um condutor credenciado, o que confere maior segurança aos visitantes.

Além da riqueza cultural do parque, a exuberância da biodiversidade local impressiona, com espécies naturais da caatinga. Para mais informações sobre a visitação e principal acesso, clique aqui.

Parque Arqueológico do Solstício – AP

Localizado no município de Calçoene, no Amapá, é também conhecido como Parque Arqueológico de Calçoene. O local é famoso do ponto de vista turístico e de grande importância para a arqueologia por abrir um círculo megalítico pré-colombiano, que pode ter sido construído há dois mil anos.

O círculo megalítico tem 30 metros de diâmetro, rodeado por pedras de até 4 metros de altura, e pesquisadores acreditam ter sido um observatório astronômico de povos indígenas que habitaram a região.  O A estrutura também ficou conhecida como “Stonehenge” do Amapá em alusão ao monumento que fica no Reino Unido.

As escavações feitas no parque no Amapá revelaram vestígios de utensílios cerâmicos milenares, além de fragmentos humanos que indicam que o local também servia como cemitério dos povos antigos.

Parque Nacional Cavernas do Peruaçu – MG

Arquivo ICMBio.
A extensão do parque guarda tesouros milenares e a curiosidade surge até mesmo em torno do seu nome. Rumores indicam que o nome fora atribuído pelos índios Xacriabás, que povoaram a região em meados do século XVI. Portanto, a tradução seria peru = buraco/fenda e açu = grande. O que faz todo sentido, já que o espaço exibe cânions e cavernas grandiosas.

Entre os atrativos do parque, grutas de imensas dimensões impressionam os visitantes. Na Gruta do Índio é possível observar painéis de arte rupestre pré-históricas, que cobram paredes inteiras até o teto.

Arte rupestre pré-histórica colorem cavernas no Parque Nacional Cavernas do Peruaçu. (Arquivos ICMBio)
Outros ricos painéis de arte rupestre de diferentes estilos e técnicas ornamentam a entrada da caverna da Lapa dos Desenhos. Impossível não se maravilhar diante de algo de tanta importância para toda a humanidade.

Verifique aqui todos os atrativos do Parque Nacional Cavernas do Peruaçu.

Mesmo que os passeios ainda estejam restritos por conta da pandemia da Covid-19, conhecer novos lugares à distância, para planejar uma visita presencial sempre aumenta a esperança e o grau de motivação! Fique ligado nas dicas do blog da Rodoviariaonline.